Destino

Quando falamos em destino, imediatamente associamos a ideia de uma sucessão inevitável de acontecimentos, relacionada a uma possível ordem cósmica.

Temos a concepção de que o destino conduz a vida de acordo com uma ordem natural, da qual nada podemos escapar, é o fatalismo da vida.

Entretanto, vamos descobrir que o destino nada tem de fatalismo, muito embora dele não se possa fugir, pois o destino de cada um sempre se cumpre.

Ora, quem afinal define essa “sucessão inevitável de acontecimentos” e por quê?

O destino na vida atual, em verdade, é decorrente das vidas passadas. São os grandes segredos contidos na Linha da Vida do Homem, onde está registrado o seu planejamento encarnatório, ou se preferirem, onde está registrado o seu destino. Isso porque o destino em si é apenas uma decorrência da concretização daquilo que – antes – já fora escolhido e planejado.

Antes de encarnarmos, ainda em espíritos, traçamos um plano, um roteiro de vida para cumprir determinados objetivos e metas. Assim, o destino é o desenvolvimento de nossa linha da vida, que foi planejada e construída antes de nascermos.

Nesta altura poderíamos nos perguntar: existe flexibilidade no destino?

Como os “destinos” de cada um já foram traçados em seus principais pontos antes do espírito encarnar, os acontecimentos vão se realizando em sua linha da vida terrena, para que o que foi traçado se concretize. Porém, o homem possui a faculdade do livre arbítrio, que tem o poder de suavizar ou intensificar os problemas na sua vida.

As decisões que vamos tomando no transcorrer de nossas vidas, por vezes nos transportam a caminhos diferentes do que foi idealizado na espiritualidade. E aí o destino se apresenta de maneira inesperada, nos surpreendendo, nos conduzindo a uma realidade de vida completamente diferente.

Estas mudanças radicais, por vezes indesejadas, surgem em nossas vidas nos conduzindo a caminhos, obrigando-nos a uma realidade de vida totalmente nova, na qual os nossos conceitos, hábitos e costumes sofrem enormes modificações.

São os novos horizontes colocados na nossa frente para avaliarmos a nossa maneira de ser e nos corrigir, para podermos vencer os grandes obstáculos que se apresentam. Obstáculos como a soberba e o orgulho; a avareza e a arrogância; o desrespeito pela vida e a falta de amor; e assim sucessivamente.

É a necessidade que a vida nos coloca para que possamos nos reposicionar e nos tornarmos melhores, cumprindo nossos objetivos em nossa Linha da Vida.

O que precisamos entender é que não somos prisioneiros do destino, mas sim, somos prisioneiros das nossas próprias escolhas, da nossa própria forma de lidar com a vida. Ou seja, somos prisioneiros das nossas limitações, aquelas que nós mesmos criamos.

Devemos pensar e refletir sobre a Vida para ouvir o nosso sexto sentido, a voz da nossa Alma que pulsa a todo instante nos direcionando a novos rumos através do Amor Maior, pois todos nós temos um grande acúmulo de objetivos a concretizar em relação aos débitos do nosso passado mais distante.

Não nos esqueçamos que o futuro é construído, reconstruído, retificado a cada momento, pois o futuro é o entrelaçar dos atos do passado com os atos do presente.

Para saber mais sobre destino Leia Um Resgate Histórico, série Alma e Espírito vol. 1, de Odil Campos.

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